Sábado a noite e eu aqui a escrever…

Uma manta de oncinha quentinha, um cachorro enorme enroladinho ao meu lado dormindo, os cliques do João jogando Lineage atrás do sofá que eu estou espreguiçada, a pergunta que eu me faço: e queria estar em outro lugar?

A resposta vem sem dúvida alguma: não.

Hoje mesmo quando voltávamos do supermercado com a pizza quentinha nos braços, a gente comentava de como a gente vai ficando diferente com o tempo. Antes, mesmo depois de trabalhar a noite inteira a gente tinha força (e coragem, porque é necessário coragem hahaha) de sair pra beber, ouvir música alta, dançar até de manhã, cair pelos botecos escondidos, ver o sol nascer pelas ruas, passar na padaria antes de ir pra casa, e dormir umas três horas, pra arrumar as coisas e trabalhar.

A gente nem sabia o que era sentar no sofá pra assistir um filme ou uma série.

Os anos foram passando e começamos a assistir mais filmes… Aqui em Portugal que foi mesmo um choque de mudança de hábitos. Agora eu só quero uma chá e um filminho, e se for pra sair, pode ser um chopp (fino como dizem no Porto) sentadinha num lugar de boa ou uma taça de vinho vendo o por do sol no mudo do bacalhoeiro.

Com boas companhias ou sozinha (que já é uma boa companhia).

É engraçado como coisas que não faziam sentido pra mim antigamente, como passar um fim de semana me respirando, agora soam como meus programas favoritos: ouvir no novo álbum da Björk, depois fazer coreografia da Joelma na sala, editar um vídeo, ler umas folhas de algum livro, recortar revistas. Só preciso aprender a bordar, alguém me ensina?

 

 

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